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Alívio das tensões e ansiedade na quarentena

Palloma Rios

Estávamos (quase) todos ansiosos pelo retorno das aulas.

Abraços, sorrisos, piadas, intrigas, caras e bocas, e caras novas, e caras não tão novas assim...

Eis que, meio que de repente, mas não tão de repente assim, nos vimos numa situação em que a maioria de nós nunca havia vivido antes:

P.A.N.D.E.M.I.A

Corre, vai para o google, procura o significado da palavra.

Medo, pavor, incerteza.

Medo, muito medo.

E os dias vão se arrastando... E lá e se vão quase 6 (SEIS) meses e as coisas parecem não melhorar.

É como se os dias estivessem passando e você não estivesse vivendo, vivenciando. É muita carga emocional, é muito “não sei o que fazer” e “não tenho o que fazer”. E isso tudo só faz com que fiquemos mais tensos, mais nervosos, mais ansiosos.

Já parou para pensar em registrar as memórias desses dias para que, quando isso tudo passar, termos coisas boas para lembrar?

Fazer um diário de bordo é uma maneira de registrar e existe desde os primórdios da navegação. Era então utilizado para registrar os acontecimentos mais marcantes do trajeto. Uma maneira também de orientar os navegantes.

Pensemos, então em registrar os momentos mais marcantes dessa nossa viagem em tempos de pandemia. Dessa maneira, o que serviria apenas como relatório, se torna uma memória de sentimentos. Não é apenas descrever. É narrar o sentir. É trazer as suas emoções para o papel. É transformar o papel num espelho de si, daquele e naquele momento. Para depois reler e pensar “Passou!”

Que tal utilizar as fotografias para registrar esses momentos?

Um momento seu, com suas coisas. Um cantinho da casa.... A fotografia tem esse poder de nos levar de volta ao passado, de nos fazer encontrar um “eu” que é só nosso, que está dentro de nós...

As memórias são isto. As memórias são a nossa história... E, por mais difícil que o momento seja, é necessário que se lembre. É necessário o enfrentamento.

Vamos transformar momentos em memórias?

Publicado em: 02/09/2020 às 0:07